sexta-feira, 12 de agosto de 2005

Data Bolha usou tecnologia da Nasa para prever resultado eleitoral

Em entrevista exclusiva, diretor do instituto de pesquisas revela com quais tecnologias trabalhou para realizar a pesquisa que prevê derrota de Lulla

Uma pesquisa do instituto Data Bolha divulgada recentemente apontou que o presidente Lulla perderá a eleição do ano para o candidato tucanado Zozé Cerro. No segundo turno, Cerro terá 48% dos votos e Lulla apenas 39%. A Primeira Vítima entrevistou, então, o diretor do instituto, Marcius Paulinho, responsável pela pesquisa. Os leitores desse veículo conhecerão, com exclusividade, as inovações que permitiram tal grau de futurismo às sondagens de intenção de voto.

A Primeira Vítima: Como o senhor se sente após conseguir tal revolução na práticas das pesquisas eleitorais?
Marcius Paulinho: Eu estou fascinado. Essa sondagem é a mais bem sucedida da história não pelo resultado, muito bem vindo, mas principalmente porque ela é fruto de um esforço de dois anos e sete meses de minha equipe no intuito de conseguir uma pesquisa perfeita.

APV: Quais foram as tecnologias necessárias para conseguir uma pesquisa tão definitiva?
MP: Bem, o Data Bolha vem agregando novas tecnologias ao dia-a-dia das nossas pesquisas. Na gênese dessa pesquisa, chegamos a pensar em utilizar as imagens espaciais da Discovery para dimensionar a insatisfação dos brasileiros com os escândalos de corrupção. Isso não deu certo porque os astronautas estavam muito ocupados tentando salvar a própria pele. Mas nós temos lá no instituto a máxima de que 'é na adversidade que temos que mostrar nosso valor'. Foi aí que um estagiário nosso teve a idéia salvadora de usarmos o grande telescópio Rôbou, que, esse sim, é a coisa que vê mais longe que existe.

APV: Então o Data Bolha contou com apoio da Nasa?
MP: Exatamente! (Paulinho não se conteve nesse momento e soltou um largo sorriso) Nada mais lógico do que usarmos o Rôbou, afinal, para um instrumento que vê coisas a anos luz de distância, enxergar o cenário de um pleito que ocorrerá daqui a 14 meses é ficha!".

APV: Paulinho, quando a pesquisa foi feita e quantas pessoas foram ouvidas?
MP: Bem, a pesquisa foi feita em todo o Brasil obviamente entre os dias de seu incício e de seu fim. Foram ouvidas um monte de pessoas, acho que quase umas 1687.

APV: E a margem de erro?
MP: Olha, você sabe que nós gostaríamos, principalmente no caso de uma pesquisa como esta, que a margem fosse zero. Mas eu não posso chegar pra você e dizer que o cenário não pode mudar. Afinal, todos sabemos que os números não mentem e que eles podem ser traiçoeiros com quem não os trata com respeito. Por isso, eu tenho que te dizer que nós usamos os métodos mais avançados para contemplar todas possibilidades de mudança no cenário político-econônomico-social do Brasil e do mundo e que, como as variáveis são muitas, chegamos à conclusão de que para o dia da eleição a margem de erro é de, aproximado em cinco casas decimais, 36,74381% para mais, para menos, para um lado, para o outro, para cima e para baixo.

2 comentários:

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

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