quarta-feira, 7 de setembro de 2005

Presidente da Caxa Gastadora Federal ameaça processar órgãos da Justiça por uso indevido da “delação premiada”

Rorge Duds Leviano Mattosão, presidente do banco público, é enfático: "qualquer um que ouse utilizar a delação premiada sem permissão da Caxa será processado.Acabou a brincadeira. Não importa se é Ministério da Utopia Federal ou ETJ (Elevado Tribunal de Justicia), o processo vai comer!"

Do sortudo enviado ao cofre secreto, modelo Tio Patinhas, onde eles guardam todo o dinheiro apostado na Mega Trena, Lotreca e afins

Em entrevista atômica ao Primeira Vitima, Rorge Duds Leviano Mattosão declarou que não concorda com o que está acontecendo e que a Caxa Gastadora Federal está perdendo dinheiro a cada nova delação premiada concedida pela Justiça. Segundo o presidente, delação premiada seria o nome da próxima loteria lançada pela Caxa. "Estava tudo certo. Íamos lançar um novo prêmio, ajudar a moralizar o país e ainda ganhar um dinheirinho para os nossos bolsos, quero dizer, para os cofres públicos."


De acordo com Mattosão, a idéia da loteria "Delação Premiada – Se eles podem, você também pode" surgiu de sua cabeça. O presidente teve um insight, no melhor estilo recepção instantânea de idéia inovadora, e bolou uma loteria similar à Mega Trena, em que as pessoas precisam acertar três números para ganhar, só que com um diferencial: o ganhador teria de fazer uma confissão de todos os seus pecados públicos, diante de uma comissão avaliadora formada por integrantes da Caxa, baixo clero da Igreja Privada de Deus e autoridades da Justiça.

"Vê como é genial? É a cara do Brasil, o cidadão conta todos os seus podres, é absolvido pela opinião pública e ainda leva um prêmio em dinheiro. Realmente, não consigo imaginar algo mais moralizante", diz um indignado presidente, após dar algumas braçadas no mar de dinheiro do seu cofre. Agora, Mattosão pretende processar qualquer um que faça uso da "Delação Premiada", pois a marca já pertence à Caxa e o seu uso indevido prejudica a campanha de lançamento do produto. "Marketing é marketing. Assim, como o que importa é o que interessa. Ou seja, o troço é nosso e ninguém tasca", afirma exaltado.

Nos bastidores dos bastidores, Primeira Vítima apurou que, antes de partir para a seara judicial, o presidente da Caxa tentou um acordo por baixo do pano. Em troca de uma participação na receita das apostas, os tribunais de Justiça evitariam conceder "delação premiada" e, nas raras exceções em que o fizessem, seria de forma discreta longe dos olhares atentos e astutos da mídia. "Não sei de acordo nenhum. Nóis, aqui do Elevado, não aceitamos propina. Apesar de já termos provado que isso é um direito do cidadão, achamos que não pega bem, porque nossa Justiça tem de ser sólida como pedra sabão", respondeu de forma agitada Edinho Morro do Vidigal, presidente do ETJ.

Mattosão nega a existência de qualquer negociação e insiste que ele só quer o melhor para o seu bolso, ou melhor, para os cofres públicos da Caxa. Indo mais fundo nos bastidores dos bastidores, Primeira Vítima descobriu com exclusividade e olhos de lince que a loteria "Delação Premiada" faz parte de um esquema de lavagem de dinheiro montado para encobrir a Máfia dos Grandões, um ramo dissidente da antiga Máfia dos Anões. "Não temos nada a ver com isso", disse o atual presidente da Máfia dos Grandões e ex-jogador de basquete, Roscar Schinfrin.

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