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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Exclusivo: a defesa do ministro

A Primeira Vítima recebe acesso inédito à defesa de Paloqui

O ministro, mandando tomar no...

Por Olvídio Mor Horelhãns
DA CASA DO CHAPÉU

O ministro da Casa Xibio, Antonio Paloqui, já tem sua defesa pronta. Ele é acusado de aumentar em 20 vezes seu patrimônio de uma forma inexplicável em apenas quatro anos – mais ou menos como a gente fazia naquele joguinho “Banco Imobiliário”.

A Primeira Vítima teve acesso à íntegra do documento que será entregue à Procuradoria-Geral da República. “Vamos dizer que ele é o novo garoto-propaganda do ‘Minha Casa Minha Vida’”, afirmou o chefe dos advogados de defesa, Claudio Henrique Mor Horelhãns.

Vocês já repararam como A Primeira tem acesso a toda defesa que precisa ser feita por aí? Impressionante, né? Nois é foda, mesmo.

"Tá em casa"
O programa Minha Casa Minha Vida é uma parceria do governo federal com estados e municípios para produção de unidades populares às famílias com renda mensal de até R$1.395,00.

As construções são planejadas para atender confortavelmente aos brasileiros desejosos de morarem numa residência comparável ao modesto apartamento adquirido por Paloqui pela bagatela de R$ 6 milhões. “À vista, claro. Tá em casa”, detalhou a defesa.

“Imagina o que representa para uma família com ganho mensal perto de R$ 1.400 ter como exemplo o Paloqui, que conseguiu com muito suor aumentar o patrimônio 20 vezes?? Com um garoto-propaganda desses é sucesso na certa!”, enfatizou Claudio Henrique.

"Tranquilão"
Paloqui fez questão de receber a reportagem d'A Primeira na Casa Xibio. “Admiro demais o trabalho de vocês. Inspirador, eu diria”, emocionou-se o ministro. Em seguida, revelou detalhes da estratégia de defesa: fotos e vídeos dele em meio a obras em todo o Brasil.

De fato, ele fotografa bem. O desafio foi a dicção para os vídeos, problema vencido com facilidade após nove mil horas de consultas com fonoaudiólogos. “Tô tranquilão”, sintetizou o ministro depois de cruzar os depois pés em cima de sua espaçosa mesa de trabalho e recostar calmamente a cabeça no encosto da poltrona.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Pinel de Primeira: Bencinho, talk show e hot dog

O ex-presidente Lulla palestrando pra galera

Por Olvídio Mor Horelhãns
EDITOR DE PINEL

Qualificação 1. Habituados a congressos, seminários, colóquios, mesas-redondas, grupos de trabalhos e, sobretudo, de discussão, PSDBristas se movimentam para trazer o mais recente palestrante de todos os tempos: ex-presidente Lulla. “Queremos qualificar nossos quadros”, argumenta um grã-abutre.

Qualificação 2. A ciumeira está posta no ninho. Ferrando Henriquieto Caroço fez bencinho ao saber da mais nova tentativa do partido ruma à conquista da Presidência. “Nom de Dieu. Je me tue à étudier et à ces fils de putes appeler le Lulla putain! Ne le croyez pás!!”, exclamou.

Qualification 3. Crente que a reportagem não sabia nem francês, nem inglês, nem dinamarquês, nem chinês ou mesmo japonês, Caroço soltou aquela singela frase para expressar a alegria da ação dos correligionários.

Qualificação 4. A Primeira Vítima pediu, humildemente, para ele repetir palavra por palavra, pausadamente, e jogou no Google. Voilà: “Puta que pariu. Eu me mato de estudar e esses filhos da puta chamam o porra do Lulla! Não acredito nisso!!”.

Talk show. Entediando com o twitter, o futuro candidato derrotado à Presidência da República Josué Cerro mexeu pauzinhos e, pasmem, teve uma ideia brilhante: comandar um talk show. Já tem até nome “EU”. “A ideia, brilhante, diga-se, é eu me entrevistar. Será um papo interessante. As pessoas precisam me conhecer melhor”, explicou.

Hot dog. Palacianos estranharam pedido de última hora da presidente Vilma Rolex: uma depiladora. As sempre más línguas garantem que qualquer relação, “no bom sentido, é claro”, com a visita do colega norte-americano Barraco Oba é mera coincidência. O colunista não entendeu nada, mas decidiu mesmo assim publicar essa notinha porque faltava uma e pensou “vai essa mesma”.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Exclusivo: a defesa da despudorada

Estratégia é inédita no país; oposição quer ver pra quer

Jaquiéela, em bela performance no plenário

Por Olvídio Mor Horelhãns
DAS PÁGINAS AMARELAS

Assessores da despudorada federal Jaquiéela Mediz, do Putaria e Mais Nada (PMNd-DF), já têm definida defesa dela contra a acusação de corrupção. A Primeira Vítima teve acesso com exclusividade à estratégia: a parlamentar irá posar nua para uma grande revista nacional. O objetivo é contrapor um vídeo com imagens dela recebendo uma graninha de Burval Darbosa, delator do mensalão do Demônios do Brasil (DEMs).

“Quer mais transparência do que isso?”, questionou enfaticamente um assessor. “Só com Raios-X...”, conjecturou outro. “Mas aí não tem graça”, defendeu o primeiro. “É mesmo”, concordou o segundo assessor, para emendar: “Transparência total. Total. Total”.

Valendo-se da forte inspiração argumentativa, o assessor não pestanejou. “Nossa estratégia é, no mínimo, politicamente vendável”. Ao perceber uma das sobrancelhas levantada do repórter, completou: “No bom sentido, é claro”.

Oposição dura
O Conselho de Ética da Câmara dos Despudorados vai tentar notificar Mediz ainda nesta quarta-feira. Tentar. Mas a acusada está sob licença médica. A Primeira Vítima apurou que ela está fazendo uns retoquezinhos para a sessão de fotos. “Boatos de retocada são, evidentemente, mentira”, explicou o assessor do parágrafo anterior.

A oposição promete manter uma avaliação dura, caso a estratégia vingue. “Sou como São Pedro: só acredito, vendo”, filosofou um deputado evangélico que confundiu alhos com bugalhos. Quem só acreditava vendo era São Tomé, mas deixa pra lá.

“Vai depender da posição que ela assumir na revista”, ponderava outro colega da despudorada que pediu para não se identificar alegando que a esposa é ciumenta. A gente entende.

“Vamos ver se ela realmente esconde alguma coisa aqui ou ali”, gesticulou outro despudorado. Ruborizado, a reportagem evitou descrever quais lugares ele fez menção, mas você já imaginou, né?

Deflação
A Primeira Vítima, como principal noticioso do Brasil, do mundo e de Santo André e região, não poderia deixar de ouvir o outro lado. A reportagem visitou casas e apartamentos de diversas personalidades que se despiram para alegria da galera.

Sob forte anonimato, muitas delas demonstram descontentamento, revolta e uma dorzinha de cotovelo. “É uma oportunista! Ela vai deflacionar o mercado”, argumentou uma modelo antes de se vestir completamente.

“Ela não é atriz, não é modelo, não é atriz/modelo nem modelo/atriz para estar nas páginas da revista. Que absurdo! Por essas e outras que sou a favor do voto consciente”, pregou outra beldade durante a conversa na banheira.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Confetistas decretam Carnaval de 10 dias

“Ninguém resiste ao desejo", afirma José Barney

Barney, entusiasta do Carnaval de 10 dias

Por Ali Ben Al Terado
DO BAILE DO VERMELHO E PRETO

Os políticos brasileiros, sempre muito preocupados em preservar as tradições culturais de seu país, parecem ter uma criatividade sem fim. Num rompante de genialidade, decretaram o Carnaval de 10 dias. Tanto despudorados como sonadores só deverão retornar ao trabalho no próximo dia 12 de março.

A Primeira Vítima já havia antecipado essa tendência ao tratar do caso da “Serpentina Metálica”, em Baderna do Sul (MG). Na ocasião, o presidente do Sonado, José Barney, do Partido da Mordomia Distributiva Brasileira (PMDiB), admitiu que seus colegas embarcariam em massa para os estados de origem, propagando a eletrizante novidade surgida no pré-carnaval mineiro.

A medida foi recebida com muita serpentina no Confete Nacional, mas infelizmente neste caso não foi usado o mesmo material de Minas Gerais. José Barney aliviou geral, dispensando os sonadores já na quarta, 2 de março.

Mesmo sabendo que os sonadores são como carros alegóricos – que vivem dos penduricalhos – Barney garantiu que não serão descontados os dias parados. "O Carnaval no Brasil é uma tradição. Nunca ninguém resiste a esse desejo de participar", afirmou José Barney.

Contagem regressiva
Nesta quinta, 3 de março, a reportagem contou pouco mais de 10 sonadores presentes ao trabalho, que logo se evadiram, antes mesmo que fosse possível retirar os sapatos e as meias para continuar somando. Ao todo, são 81 sonadores eleitos.

Um pouco diferente, na Câmara, formou-se uma longa fila pela manhã, quando 188 despudorados compareceram para registrar o ponto e logo em seguida partir de malas prontas para a folia. Ali, há 513 despudorados eleitos.

Lideranças
Os Confetistas não precisarão se preocupar com o trânsito das estradas na volta do feriado, pois as sessões da quinta e da sexta-feira após o Carnaval estão reservadas exclusivamente para discursos, e não haverá votação. Quem não puder comparecer para contar suas proezas carnavalescas também não terá um centavo descontado ao final do mês.

O líder do Partido do Trampolim (PTr), Umberto Gosta, passou o dia preocupado em não perder o voo para o Recife, ansioso por curtir um frevo rasgado. Já o líder do governo na Câmara dos Dispudorados, Cânlido Calabrezza (PTr-SP), alegou estafa como justificativa para o recesso de 10 dias.

“Em nenhum parlamento do mundo há trabalho em feriado. Acabamos de votar umas medidas provisórias, o pessoal está merecendo umas Brahmas”, decretou Calabrezza.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Mordida do Leão Gay gera arranca-rabo

Despudorados machões prometem descer a porrada e fim da frescura

Juba rosa foi vetada pela Consultoria de Moda da Câmara

Por Ali Ben Al Terado
DA GAIOLA DAS LOUCAS

A confusão está instaurada no Com-gesso Nacional. O Despudorado Federal Arrombado Fonseca, do Partido Retrógrado do Detrito Federal (PRt-DF), está revoltado com a decisão da Receita de incluir companheiros homossexuais como dependentes na mordiscadela no lóbulo do Leão deste ano.

A Consultoria de Moda da Câmara também reprovou o leão rosáceo. Publicou uma nota técnica dizendo que o novo tom de cor da juba não combinará com os tons pastéis do cerrado brasileiro. Ambos defendem também que a frescurada toda só poderia ser autorizada quando os próprios com-gessistas decidirem sair do armário. Arrombado está juntando uma turma para dar cabo no assunto.

“A Receita não tinha o direito de passar na nossa frente. Tem colega que ainda não está pronto para esse tipo de declaração. Nós vamos domar esse leão afeminado, nem que seja na base da porrada.”

O despudorado Jeep Wyllys, do Partido Sem Óleo Lubrificante (PSOlL, está em posição oposta e de costas. Ele acha que tamanha violência não levará a lugar algum.

“O colega Arrombado está sujo na rodinha. Por trás, seu discurso e a norma técnica da Consultoria de Moda da Câmara revelam o preconceito de nossa sociedade machista. Incluir o homossexual como dependente é um grande avanço. Eu mesmo não conseguiria viver sem o meu homem”, pronunciou Wyllys em seu discurso em defesa da manutenção da atual isenção concedida aos parceiros gays.

Enquanto não se chega a um acordo sobre a validade jurídica de a Receita legislar sobre assunto tão delicado, a temperatura deve subir nas saunas e savanas de Blá-sylia.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Mictório Público pede prisão de Bebê Constantino

“Ninguém mandou mijar pra fora”, acusa a Promotoria

Tia Nastácia promete limpar as cacas de Bebê

Por Ali Ben Terado
DO SÍTIO DO PICA-PAU AMARELO

Já não era sem tempo, o Mictório Público do Distrito Federal finalmente pediu a prisão preventiva do afundador da Vol Linhas Aéreas, o empresário Bebê Constantino. A medida atropela a indecisão da Justiça, que fazia vistas grossas às picardias de Bebê.

Além de não levantar a tampa ao usar o vaso e esquecer-se de dar descargas, Constantino também é acusado de atrapalhar as investigações do processo que corre contra o empresário por assassinato, afirma o promotor José Pimenta No Dos Outros Neto.

No Dos Outros diz que Bebê é o responsável pelo atentado contra o ex-funcionário João Marques do Capeta, matador profissional que deveria depor em 1º de março, no Fórum de Tangatinta (DF).

Capeta admitiu ter mandado – sem escalas – oito desafetos do ex-patrão para a outra vida, em anos de trabalhos sujos prestados, e estava disposto a confirmar tudo de pés juntos. Em 18 de fevereiro último, Capeta levou três tiros na porta de sua casa, porém sobreviveu para dedurar o malfeitor.

Bebê Constantino nega as acusações. “Se tivesse a minha mão nisso, esse Capeta teria morrido voando”, disse o empresário com a firmeza de quem tem larga experiência em eliminar a concorrência. Tia Nastácia saiu em defesa do pupilo. Afirmou estar disposta a limpar qualquer sujeira que Bebê possa ter deixado para trás.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Pré-carnaval de Minas eletriza foliões pelo Brasil

“É o fim do trio elétrico”, profetiza governador Anestesia

Foliões tomam as ruas de Baderna do Sul, MG

Por Ali Ben Al Terado
DO PS

O grito de carnaval da pequena Baderna do Sul pôde ser ouvido até na cidade vizinha de Poços em Caldas, a 24 km de distância. Embalados pela “Serpentina Metálica”, os foliões saíram do chão e pularam em ritmo eletrizante. Empolgado com a novidade, o governador de Minas Gerais, Antônio Anestesia, acredita que o exemplo local tomará dimensões nacionais.

“O pessoal está pulando até as cinzas. O carnaval está no DNA do povo mineiro. Afinal, mineiro é o baiano que a caminho de São Paulo resolveu parar e descansar. A energia que estamos passando é tão contagiante que o antigo modelo de trio elétrico está com seus dias contados”, proferizou Anestesia.

Blá-zylia
O Sonado Federal já embarcou na folia e promete trabalhar somente até esta terça-feira. “Na quarta, dificilmente alguém será encontrado. Os nobres colegas estarão a caminho de suas bases, para ensinar a ‘Serpentina Metálica’ aos foliões de todo o país”, prevê o presidente do Sonado, José Barney, do Partido do Movimento das Distrações do Brasil (PMDiB).

Bahia
O músico Caetano Manhoso deve apresentar ainda esta semana seu hit para carnaval baiano de 2011. Ele disse não poder mostrar a música antes de seu lançamento oficial, mas acredita que será um sucesso estrondoso.

Atendendo gentilmente a um pedido da reportagem, ele adiantou o primeiro verso para a reportagem. “Atrás da Serpentina Metálica só não vai quem já morreu”, cantarolou Manhoso.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Amazonico arrasa em stand-up

Futuro ex-prefeito de Manaus leva povo ao delírio

Amazonico recebe calor humano das fãs após brilhante apresentação

Por Olvídio Mor Horelhãns
DE GUARDA-CHUVA

O futuro ex-prefeito de Manaus, Amazonico Mente, do Partido da Trapalhada do Brasil (PTBr), repaginou antiga estratégia política já de olho nas próximas eleições, em 2012. “Essa história de pão e circo sempre me chamou a atenção. Eu já oferecia o pão, mas, confesso, faltava o circo. Assumi meu lado artístico. Estou lançando meu stand-up. Quero fazer todo o mundo morrer de rir!”, explicou.

A pedido de A Primeira Vítima, o político fez uma apresentação-relâmpago em uma área de risco atingida por deslizamentos de terra após fortes chuvas na capital amazônica. No local, morreram uma mulher e duas crianças soterrados em um barraco. Uma das mais brilhantes atuações de Amazonico já pode ser conferida aqui, neste linkzinho, com direito a replay.

“Vocês prometem que colocam o vídeo no ar? Garanto que a já audiência elevadíssima do portal de notícias mais importante do Brasil, do Mundo e..., e... – como é que aquele rapaz fala, mesmo? Ah, já sei – e de Santo André e região subirá ainda mais”, solicitou, humildemente, o político. “Claro. Se o senhor caprichar, com o maior prazer”, sinalizou a reportagem.

Não deu outra. Em segundos, tornou-se sucesso nacional.

Povo ao delírio
Amazonico chegou apavorando. Primeiro, convocou os moradores que, após notarem sua presença, abandonaram as moradias precárias, formando um aglomerado diante dele. Depois, foi uma piada atrás da outra. “Vocês merecem casas melhores!”“Estamos aqui para ajudar no que for preciso!!” “Contem com a minha solidariedade!!!” “A prefeitura está à disposição de vocês!!!!”.

O povo foi ao delírio. A quilômetros dos deslizamentos era possível ouvir as gargalhadas. “Sucesso total”, sussurrou o comediante, para emendar: “Tá anotando aí, né?”.

A reportagem limitou-se a fazer um sinal de positivo com a cabeça, para total agrado da assessoria do trapalhista.

Apuradíssimo
A Primeira Vítima conferiu de perto o sucesso instantâneo de Amazonico. Ao final da apresentação, uma senhora aproximou-se para pedir autógrafo. Visivelmente emocionada, ela disse: “O senhor quer a nossa ajuda como, prefeito?”.

Mente não perdeu a deixa: “Não fazendo casa onde não se deve”. A fã continuou: “Nós estamos morando aqui, prefeito, porque não temos condições de ter uma moradia digna”. Ele, com seu senso de oportunidade apuradíssimo, mandou: “Então, morra, morra”. Assessores caíram duro.

Empolgado com o sucesso, o futuro ex-prefeito gravou outra apresentação com exclusividade para A Primeira Vítima. “Prefeito, o senhor é assunto no país inteiro”, informou a reportagem. “Depois que eu apareci [sic] no Primeira Vítima?”, duvidou. “Sim!!”, relatou o repórter. “Tá explicado”, arrematou o comediante.

Pioneirismo duvidoso
O cientista político Cleobaldo Mor Horelhãns levanta dúvidas sobre o pioneirismo do prefeito. “Ok, os brasileiros estamos acostumados com a política do pão e circo. Mas esse protagonismo circense não é propriamente uma novidade no cenário nacional”, tascou.

A oposição promete reagir com energia, disposição e entusiasmo. Vereadores já articulam uma sessão extra em que cada um deles apresentará esquetes na Câmara Sensacional. “O talento do poder executivo não é nada perto do que há no legislativo. Nosso trabalho tem de ser reconhecido e valorizado pela população”, desafiou um inflamado vereador que fez questão de se identificar, mas a reportagem não admitiu esse tipo de palhaçada.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

“Bruna Programinha” estreia nos cinemas

Um puta filme, de uma puta escritora, exalta a crítica

Al Terado e sua senhora conferem o set de gravação

Por Ali Ben Al Terado
DO DRIVE-IN

Entra em cartaz esta semana nas principais salas especializadas do país o longa “Bruna Programinha”. Baseado em livro homônimo de Raquel Pasecco, o filme arrancou elogios da crítica na pré-estreia.

"É um bom sinal. O público do cinema nacional não pode parar de crescer", afirmou o diretor do longa-metragem Mar-cus Bandido, enquanto distribuía pílulas azuis aos convidados.

Escolhida a dedo, a mera-atriz Deborah Molhadinha viveu na tela o que Bruna Programinha experimentou na cama e deixou toda a platéia em pé. "Um puta filme, baseado na obra de uma puta escritora", disparou o crítico e cineasta Arnaldo Jebão, logo após a exibição.

Apesar do sucesso, a verdadeira Bruna não demonstrou muito entusiasmo com a obra e declarou já ter engolido coisas piores.

Para evitar pirataria, os cafetões do filme distribuíram as mais de 300 cópias pelo Brasil com um nome falso: “A Noviça Rebelde”.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Brazyl terá novo policiamento poliglota

Zilma adverte: "lugar de cachorro é no quintal"

Patrulha faz ronda no Palácio do Blá-nalto, em Brazílya

Por Ali Ben Al Terado
DETRÁS DO POSTE

A Cãolícia Federal anunciou a importação de mais de 100 pastores belgas para uso durante a Copa no Brasil em 2014. Um trem da alegria parte ainda esta semana para o exterior com o objetivo de adquirir os primeiros animais.

Cada “au-au” custará 10 mil reais aos cofres públicos, sem levar em conta os gastos com banho, tosa e ração. Os animais já virão treinados para deitar, rolar e fingir de morto, além de latir em inglês, francês e italiano. Linguístas da oposição de orelhas em pé reclamam de “estrangeirismos desnecessários”.

Passada a Copa, a idéia é que o exército canino atenda à Presidência da Rês-Pública, copiando o modelo norte-americano que usa os “pets” para apanhar os chinelos e o jornal do presidente Barraco Abana.

Mas a presidenta Zilma, contrária à importação não tributada de hábitos culturais, já avisou que “lugar de cachorro é no quintal”. Fontes do Blá-nalto garantem que os bichinhos dificilmente passarão da cozinha.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Operação Guilhotina

Artigo de estreia de colaborador corta fundo em questões nacionais

Por Ali Ben Al Terado

Dizem que meu povo é bárbaro, que acariciamos nossos camelos e espancamos as mulheres. Mas e no Brasil? Por aqui: “Operação Guilhotina”, instrumento muito em uso entre a realeza europeia de séculos atrás. É o país sempre importando moda e sempre atrasado!

Ministério Público e Polícia Federal juntos para prenderem policiais que cometeram os crimes de quadrilha armada, peculato, corrupção passiva, comércio ilegal de arma de fogo, extorsão qualificada...

Entre as denúncias está a prática de “espólio de guerra” – que nada mais é do que a polícia roubar da própria polícia armas, munição e drogas apreendidas em operações nas comunidades do Rio de Janeiro para depois vendar a mercadoria de volta aos traficantes.

Há também a prática de “milícia”. A polícia cansa da brincadeira, expulsa os traficantes das comunidades e passa a cobrar diretamente da população pelo direito de existir. Taxa a manutenção do serviço de transporte clandestino, o serviço de segurança privada (isto é, o direito de não ser barbarizado) e a distribuição de água e gás, além do criativo gatonet – peculiar modalidade de venda de sinal surrupiado de empresas de TV a cabo.

Como se não bastasse o desrespeito às leis do Corão e também a alguns artigos do Código Penal Brasileiro, os infiéis servidores públicos agiram inclusive na favela Roquete Pinto - pai da radiodifusão no Brasil, homem que acreditava no rádio como auxiliar na educação de um povo.

Ninguém merece uma notícia dessas. Por Allah, ainda é pior que os mukhabarat. É hoje que eu não me aguento e desço a mão no detonador.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Colaborador de Primeira

A Central A Primeira Vítima de Produções orgulhosamente anuncia seu mais novo colaborador. Trata-se de Ali Ben Al Terado, correspondente sírio em terras brasileiras para o tablóide jihadista Shakeena. Agora também, rabiscador deste noticioso.

Apesar de anos vivendo nos trópicos, vive se surpreendendo com nossa realidade, fato que costuma deixá-lo a ponto de explodir.

Espírito indignado, anda sempre com uma notícia-bomba debaixo do braço, prática que traz alguns probleminhas para ele em meio a portas giratórias e poderosos de plantão.

Al Terado participará com artigos e reportagens especiais. Sem fanatismos, é claro.

Al Terado e uma de suas fontes no Saara, centro do RJ

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Lentinho de Paulada promete esquentar notas frias

Método conquistou grande êxito em outras oportunidades

Lentinho esquentando importante repórter brasileiro
DA COHABy LOCAL

O vereador paulistano Lentinho de Paulada, do Partido da COHABy do Brasil (PC do Br), promete esquentar suas supostas notas frias com um método que já o consagrou. "A chapa vai esquentar pro lado dessas notas aí. Elas vão entrar na porrada. Vão ficar com a orelha quente, pra criar vergonha na cara!", enfatizou o político.

Paulada é acusado de apresentar notas fiscais frias - quase congeladas, mesmo - na prestação de contas da Câmara dos Enroladores de São Paulo. Os endereços das empresas citadas nos documentos existem pelo menos no papel. "Pelo menos", explica o músico-apresentador-boxear.

Ele já lançou mão do método - com sucesso - para esquentar não só a orelha, mas o olho, o queixo e o que mais lhe aparecesse pela frente. "Mano, essa patifaria de nota fria não cola comigo. Eu colo o brinco mesmo!!", murmurou o apresentador-boxear-músico.

Lentinho se diz tristinho com as falsas acusações. "Isso aborrece. Mas a gente tem de ver o lado positivo: vou bater com mais raiva ainda", esclareceu o boxear-músico-apresentador.

A reportagem d'A Primeira Vítima apurou que o político está em plena forma. Em exatos cinco segundos, ele quebrou dois dentes e acertou o olho direito do repórter durante intermináveis oito segundos de entrevista. "Vaza, mano", despediu-se gentilmente.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Exclusivo: A defesa do deputado do castelo

A Primeira Vítima tem acesso com exclusividade à integra da defesa

Edmais Bobeira, durante momento de profunda reflexão


Por Olvídio Mor Horelhãns
DO CARTÓRIO DE NOTAS

Atender a base, fomentar a cultura nacional e melhorar o nível da comunicação no país. Eis os três pilares da defesa do deputado Edmais Bobeira (ex-Demô e atualmente sem partido, mas com lenço e documentos para provar definitivamente sua inocência). A Primeira Vítima teve acesso com exclusividade à íntegra da defesa.

A Corregedoria da Câmara dos Despudorados notificou Bobeira na terça-feira para prestar esclarecimentos. Ele esteve ausente por quase um mês. Os documentos serão apresentados ainda essa semana ao órgão. Se os argumentos forem aceitos, Edmais mantém o cargo. Caso contrário, tchau.

“A argumentação é simples. É público e notório que os parlamentares estão encastelados em Brasília. Ninguém mais toma conhecimento do que acontece no Brasil. Já o Bobeira, que não é bobo nem nada, decidiu construir um castelo na sua base justamente para melhor atender seus eleitores. Não há nada de errado nisso”, explica o advogado do deputado, Papus Furado, do escritório Enrolamos como Podemos & Associados.

Com relação ao fomento à cultura, o Furado diz que as dependências do estabelecimento seriam utilizadas por uma emissora educativa para produzir um seriado de grande sucesso. “Não íamos cobrar nada por isso. A satisfação é nossa em receber artistas no local.” A Primeira Vítima apurou que o pessoal do Castelo Ra-Tim-Bum não tem nada a ver com isso.

Por fim, a defesa alega que o deputado iria oferecer o castelo às mais variadas revistas de celebridades. “O objetivo era ampliar o leque de opções para produções de material jornalístico com famosos em um ambiente original”, conta Furado. “Uma revista com a maior Caras de Pau fez uma excelente oferta. Estamos estudando ainda.”

Cortina

Já no finalzinho da entrevista com o advogado de Bobeira, o nobre deputado saiu detrás das cortinas do escritório para dar uma palavrinha à Primeira Vítima. “Sou fã de vocês. Não poderia deixar de prestigiar”, diz, visivelmente emocionado.

“Anota aí: como sou o único parlamentar que já atendeu totalmente a base, resolvi vender o castelo, oras, bolas. É o mínimo que um político correto deve fazer. Detesto clientelismo. Anotou? Ok. Ah, e tem mais: sou inocente e não vou perder o meu mandato.”

Um assessor, que ganhara milhares de fio de cabelos brancos em poucas semanas e que acompanhava o parlamentar atrás das cortinas, sorri e faz sinal de positivo para o patrão.

Bobeira se empolga. “Não me deixem só.” O assessor bate com a mão na cara e sinaliza que a entrevista deve ser encerrada imediatamente, o que a reportagem entende e acata prontamente. “Porra, ele tava indo tão bem. E manda uma dessa. Eu já orientei que essa não pega bem, mas ele insiste.”

O castelo

A vida de Edmais Bobeira ficou de pernas para o ar após eleger-se decentemente segundo-vice-presidente da Câmara dos Despudorados. De brinde, também recebeu o cargo de corregedor da Casa. Ele, então, seria o responsável por zelar pela ética, a moral e os bons costumes de seus pares.

Porém, uma singela denúncia fodeu tudo. Bobeira colocara à venda um castelo com torres de até oito andares e 36 suítes pela bagatela de R$ 25 milhões. Com traços europeus, a construção está localizada São João Nepomuceno, no interior de Minas Gerais, base eleitoral do ainda deputado. A mancada é que ele declarou à Justiça Eleitoral possuir apenas uma casa e um terreno avaliados em R$ 17,5 mil.

Posteriormente, a galera ficou sabendo ainda que ele também responde por fraudes e mais fraudes contra o INSS.

Em 2007, o Ministério do Respeitável Público Federal ofereceu denúncia (acusou formalmente), na moral, o deputado por apropriação ilegal contribuições ao INSS feitas por seus empregados em uma empresa de vigilância. A mesma empresa ainda não pagou um empréstimo de R$ 1,9 milhão ao Banco do Brasil Brasileiro.

A reportagem acha que ele nega os crimes. Acha.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Pinel de Primeira: Aquilo roxo!!

O novo presidente, por ora, da Comissão



O ovo de serpente. “Ele não me convidou para uma pelada naquele maravilhoso gramado, então eu resolvi cagueta mesmo”, disse um ressentido colega do então diretor do Senado, Agraciado Mais, que deixou o cargo após denúncias de ocultamento de uma mansão avaliada em R$ 5 milhões, com piscina em forma de taça e um campo de futebol de fazer inveja a muito clube grande do país.

Fenomenal. Um seleto grupo de parlamentares jantava em um não menos seleto restaurante de Brasília quando um deles resolveu filosofar diante da estreia de Romualdo, o Fenômeno, com a camisa, shorts, e meião do Curintchia nesta quarta-fera. “Ele é que nem a gente: pode dar a bosta que for que sempre tá de volta.” Os presentes brindaram com vinho importante a frase do dia.

Super Sincero 1. Na tentativa de melhorar a imagem, a ministra Vilma Duchef (Casa da Mãe Joana) se valeu de um rearranjo estético facial. Após as obras, ela colheu diversos comentários a respeito. Um deles, porém, a marcou. “O que você achou”, perguntou a um assessor. “Ficou quase horrível.” “Quase?”, surpreendeu-se, para perguntar novamente, “e como era antes?”. “Muito horrível”, disparou o ex-assessor.

Super Sincero 2. Atento às movimentações estéticas da ministra da Casa da Mão Joana, Vilma Duchef, sua principal rival para 2010, o governador de São Paulo, Josué Cerro, deu uma escapadinha até uma clínica a fim de descobrir suas reais chances de melhorias faciais. Respaldado pelos seus 30 anos de atuação, o cirurgião foi direto: “Não há dinheiro que dê jeito nisso”.

Data venia Gianecchini. O presidente do Supra-Sumo Tribunal que Fode (STF), Guiomar Mente, está arrancando suspiros de muitas funcionárias da Corte. Várias não escondem mais o sex appeal que o lindão desperta nelas em suas aparições na TV. “Eu adoro quando ele faz o estilo vesguinho durante as entrevistas. Dá uma vontade louca de morder aquela bochechinha sexy”, sussurrou uma delas.

Recordar é viver. O ex-presidente e atual senador Ferrando Cobra de Mello (PTrB-CE) saiu-se com essa assim que soube do resultado da votação que o consagrou presidente da Comissão de Infraestrutura da Casa. A disputa foi acirrada. Ele venceu por 13 a 10 a petista Idaí Save-se-Quem-Puder. “Eles se esqueceram que continuo tendo aquilo roxo”, afirmou, sacolejando o referido collorido.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Pinel de Primeira: Propostas radicais

Eleições para Câmara e Senado empolgam parlamentares

Por Olvídio Mor Horelhãns

Em Brasília não se fala em outra coisa: eleições. No caso, às presidências da Câmara e do Senado. No exercício pleno do acesso democrático aos meios de comunicação, A Primeira Vítima abre espaço aos quatro postulantes à presidência da Câmara e aos dois à do Senado a fim de divulgarem propostas e debaterem ideias (sim, a palavra é sem acento graças à porra do Novo Acordo Ortográfico).

Por uma questão de transparência, o noticioso informa que cobrou o preço de tabela. O desgraçado que não depositar a participação democrática até o final do expediente bancário de hoje será contemplado com singelas materinhas de denúncias e mais denúncias já a partir de amanhã. Simples assim.

Alto Consuelo (PC do B, do C e também do D-SP) – “Vou instalar o ‘presidente por um dia’ aqui na Câmara. É um programa para acomodar aliados. Foi muito legal quando o presidente Luiz Lulla fez isso comigo. Quero que os colegas experimentem a mesma emoção que eu já senti. Inesquecível, mesmo.”

Michael Treme (PMDoB-SP) – “Temendo as ameaças da patroa, prometo - sem deixar de manifestar o contragosto - limitar o número amantes por parlamentar. Precisamos ter mais energia às votações. A medida é pra sossegar o facho dos meus colegas. Tá demais.”

Osmar Serr’alho (PMDoB-PR) – “Para marcar posição contrária ao meu colega de partido, o nobre deputado Treme, vou criar o ‘auxílio viagra’ para injetar ainda mais ânimo nos colegas. Devemos liberal geral, de modo que o parlamentar possa gozar muuuuuuuuuuuuuito... o mandato na sua plenitude.”

Ciro Bobeira (PqP-PI, é isso mesmo que você pensou) – “Sou um moralizador, como a sociedade deseja. Criarei um índice de produtividade de atuação parlamentar, o IPAP. É simples: o deputado que afirmar que pensou em pensar um projeto de lei recebe 10% a mais no salário. Já aquele que pensar em algo, o índice dobrará.”

Garibaldo Aves (PMDoB-RN) – “Na busca pela minha legítima reeleição, quero dizer que irei defender o Senado com todas as minhas forças. Todas. Nenhum colega meu será devidamente esculachado pela imprensa impunemente. Jamais. Reagiremos com vigor a toda verdade publicada, doa a quem doer! (gosto de encerrar assim as minhas falas...)”

Tião Sacana (PTr-AC) – “Lutarei pela autonomia do Senado. Não devemos estar a reboque das medidas provisórias que vêm do Palácio do Planalto. Somos homens honrados, que conquistamos a duras penas nosso mandato. Mando um recado direto e firme ao presidente, como prova de minha total autonomia: Lulla, você é um bobão, comedor de sabão.”

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Exclusivo: Tapioca foi superfaturada

A Primeira Vítima revela detalhes da armação

No detalhe, a prova completa e acabada do crime: a tapioca

DO ENVIADO ESPECIAL

Esfomeada e com muita água na boca, a reportagem de A Primeira Vítima visitou o estabelecimento em que o ministro do Ex-sorte, Gastando Silva, adquiriu – sem licitação – e depois consumiu uma tapioca por R$ 8,30. Constatou-se que se trata de uma fraude.

O método investigativo foi simples. O repórter adentrou ao local com cara de quem não queria nada. Avaliou as instalações e sentou-se na melhor mesa. Em seguida, o garçom se aproximou, em seu primeiro dia de trabalho. “Bom dia. O senhor já escolheu?”

O repórter percebe a manobra de intimidação, mas não se intimida. “São 12h01. Portanto, é boa tarde que se fala!” O garçom sente o golpe. “O senhor tem razão...” E tenta contornar a situação valendo-se de um belo clichê. “Aliás, o freguês tem sempre razão!” O repórter se anima. Sente que é o senhor da situação.

E mais: percebe que sua linha investigatória está no caminho certo. Prossegue. “Qual é a especialidade da casa?” O sujeito, totalmente dominado, é categórico. “Tapioca.” O repórter mantém a serenidade facial, mas vibra por dentro. “Vou querer degustar uma delas.” (Utilizar o “por favor” no começo da frase nem pensar.)

Minutos depois, chega a iguaria. Uma delícia. O garçom pergunta. “Satisfeito, senhor?” O repórter percebe a nova manobra para tentar tirá-lo do foco da investigação e comenta: “Razoável”. O garçom demonstra novo abatimento.

O repórter, confiante, pede a conta. “Por favor, senhor, pode se dirigir ao caixa.” Desconfiado, a reportagem mantém a serenidade. Para completar sua investigação, utiliza o mesmo expediente do ministro: apresenta um cartão para pagar a conta.

“São oito reais”, diz o rapaz que está no caixa. O repórter identifica imediatamente a fraude. O ministro superfaturara o produto em 30 centavos. Perfeito. “Débito ou crédito?” “Débito.” “O senhor poderia me fazer uma notinha?” “Claro.” O procedimento leva 20 segundos. O instinto jornalístico fala mais alto. “Rápido, não?” “Eu sempre forneço nota fiscal. Tô acostumando.”

Já entrosado com o dono do estabelecimento, comenta: “Esteve aqui um senhor [descreve fisicamente o ministro], nem alto nem baixo, nem gordo nem magro, essas coisas. Ele é meu amigo e me disse que pagou R$ 8,30 pela tapioca.” E questiona: “O preço abaixou?”.

“Não, ele deve ter pedido para eu acrescentar os trinta centavos na nota.” O repórter delira por dentro, mas fica com cara de paisagem por fora. (Neste instante, ele pensa na promoção, prometida há 12 anos.) Despede-se, e ao chegar à esquina dá aquele famoso salto, batendo os dois calcanhares no ar.

Adentra à redação, radiante. Senta-se e senta o dedo no teclado. A matéria está pronta em 18 segundos, com título, linha fina, fotos, infográficos, especialistas ouvidos, com sabia mais, menos ou tanto faz. “Falta ouvir o outro lado”, lembra um desgraçado de um estagiário. “Putz, é mesmo.”

A reportagem liga para a assessoria do ministro torcendo para não atenderem. Atendem. Ele narra o que descobriu. “É bombástico”, finaliza. Assessores se agitam. Dois minutos depois, o ministro, pessoalmente, é quem fala com ele: “Por favor, não publique. Só quis ajudar o estabelecimento.”

Impassível, o repórter manda essa: “Já era. Perdeu. Perdeu.”. E publica, feliz, mais uma de suas tantas reportagens investigativas. Resultado final: o garçom foi demitido; no horizonte não há nem sombra da promoção; e o ministro continua firme e forte porque ninguém lê a porra deste blog, ops, portal de notícias.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Ex-ministra será garota-propaganda de cartões

Sugestão partiu de assessores; "sem mágoas", diz a distinta

A ex-ministra, após assinar o contrato

DAS ILHAS JERSEY

Em sinal de total desprendimento, a ex-ministra Foimal Tilde aceitou prontamente convite para ser a mais nova garota-propaganda de uma rede de cartões de crédito (essa mesmo que cê tá pensando). O contrato foi assinado na sede oficial do conglomerado de A Primeira Vítima, nas Ilhas Jersey, badalado endereço no Canal da Mancha.

A Primeira teve acesso exclusivo ao roteiro do comercial. “Uma voz diz: Compras em free shop [a câmera mostra a distinta efetuando a aquisição com o cartão entre dois dedinhos da mão esquerda]: R$ 461,16; Jantares e almoços em restaurantes finos [close no cartão; a câmera recua lentamente em panorâmica do local onde a distinta está se empanturrando]: R$ 5.000; Aluguéis de carro [com os cabelos esvoaçantes, a distinta guia um belo conversível em uma paisagem paradisíaca]: R$ 110.000 mil; perder uma boquinha no governo [close nos olhos marejados da distinta]: tem um preço... Para todas as outras, cartões corporativos neles! [fim do reclame]”.

Tilde nega boatos de que a contratação tem sido tão-somente pela sua beleza. “As pessoas acham que sou apenas mais um corpinho. Esquecem-se do meu talento, que, até onde corresponde a soma, chega a R$ 171 mil neste ano”, rebateu a ex-ministra.

A reportagem apurou que a indicação para a nova função partiu de seus assessores. Os mesmos que ela apontou como responsáveis pela sua saída do governo, por não a terem orientado sobre o uso do cartão corporativo, o que causou o desligamento. Francamente...

“Não sou de guardar mágoas. O pessoal foi sempre muito gente fina comigo. Nas nossas baladas, eles sempre me diziam, bêbados, ‘a senhora é da hora!’”, confidenciou Tilde.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Crise mundial afetará Brasil, dizem analistas

A Primeira Vítima ouviu os principais nome da economia nacional

DA REPORTAGEM SENSACIONAL

A forte crise nos mercados internacionais deflagrada nesta segunda-feira (21) gera incertezas no Brasil. Para afastar-se das declarações oficiais – dever do jornalismo descompromissado, competente e sério –, A Primeira Vítima ouviu outras fontes na tentativa traçar um quadro sobre o futuro da nação. Os analistas divergem sobre conseqüências para o país.

“A queda do preço das commodities – como petróleo e ferro – deve afetar nossa balança comercial, reduzindo nosso superávit. Por outro lado, com a entrada de investimentos externos, o dólar deve cair, prejudicando ainda mais as exportações”, prevê Maria da Silva, 73, vendedora de amendoins no centro de São Paulo.

“A turbulência estadunidense está diretamente relacionada ao subprime [hipotecas de alto risco], o que deve desencadear uma readequação no mercado de crédito imobiliário, reduzindo a liquidez”, ponderou José Antônio da Silva, 48, porteiro na região da Itaquera, zona leste paulistana.

“A China é o país com maior número de ativos nos EUA, cujo consumo representa cerca de 70% PIB. Se esse consumo cai, os ativos se depreciam. Com isso, a China se enfraquece. O Brasil, por sua vez, sofrerá também, pois mantém estreita relação comercial com o país asiático. Portanto, precisamos rever imediatamente nossa estratégia internacional de vendas concentradas”, analisa João Carlos da Silva, 35, cobrador de ônibus.

“Todos aqui lembram dos dois principais erros de Alan Greenspan, que presidiu o Fed [O Banco Central norte-americano] por 18 anos. O primeiro foi não regular o mercado de hipotecas. O segundo, e mais cruel, foi o corte acentuado da taxas de juros americanos, dando a impressão de que a inflação havia recuado. Mô mancada, meu!”, descreve Ailton da Silva, 29, camelô na Praça da Sé, no centro.

“O resultado prático é o ‘moral hazard’ [Com ‘z’, seu animal! – explicando ao repórter com se grafa a palavra.], que é o risco moral de salvar investidores e instituições que se arriscaram em excesso no mercado de capitais norte-americano. Essa é, digamos, a herança maldita recebida pelo Ben Bernarke, atual presidente do Fed”, completou Antônio da Silva, 43, colega de Airton na Praça da Sé.

“O mercado interno está aquecido. Isso garante certa autonomia para as finanças nacionais, mas pode gerar pressão inflacionária. Para manter a meta de inflação, em torno de 4,5%, o Banco Central pode rever a política de taxas de juros, com um aumento de 0,75 ponto percentual já na próxima reunião do Copom [Comitê de Política Monetária], o que seria uma surpresa para o mercado interno, que prevê elevação máxima de 0,5 ponto, caso se mantenha esse cenário”, detalha Cleomar da Silva, 33, mecânico de autos.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Planalto baixa pacote econômico

Cortes chegam a 20%; oposição demonstra receio

A filhota do ministro apóia as medidas do pai

O pai da filhota

DA REPORTAGEM LOCAL

Preocupadíssimo com a economia, o Planalto Central estabeleceu uma série de medidas para conter gastos. Trata-se de uma reengenharia administrativa para compensar as perdas com a não-aprovação da CPMF (Contribuição Para Mais Fanfarra).

O ministro econômico Pão Comântega detalhou com exclusividade à Primeira Vítima as principais ações. Uma delas é a diminuição de cinco para quatro gotas de adoçante no cafezinho da rapaziada. “Só aí teremos uma redução de 20%”, exaltou o ministro.

Outra ótima medida é a exigência de se fechar a porta em recinto com ar condicionado. “Embora seja extremamente agradável receber aquele arzinho gelado quando a gente passa diante de uma porta, isso de tem mudar”, ponderou Comântega.

O Planalto também exigirá que se apague a luz depois do fim do expediente. “O pessoal passa em frente ao Palácio ou à Esplanada e acha que a galera está trabalhando até tarde. Magina. Eles pensam que a gente é workaholic?”, indignou-se.

A área administrativa também contribuirá para a contenção de gastos. O uso dos post-it, por exemplo, será racionalizado. “As duas faces do papelzito deverão ser utilizadas”, ressaltou Pão. A Primeira Vítima questionou se essa medida se estenderia à utilização do papel higiênico. O ministro foi enfático: “Num força!”.

Oposição temerosa
A oposição demonstrou receio com as medidas. O temor é de que elas sejam adotadas nos outros três poderes: Legislativo, Judiciário e Midiático. “Os poderes são independentes entre si... [É isso mesmo, né? perguntou a um assessor, que confirmou]. Então, não tem essa”, expressou-se Artur Virgulino (PSDBr-AM).

Já as entidades mais importantes deste país manifestaram apreço pelo pacote. “O governo dá o exemplo. É isso que queríamos”, bocejou Paul Stafa, presidente da Fiespi (Federação das Infantilidades de São Paulo e Interior).

A CNId (Confederação Nacional dos Idiotas) também ressaltou as medidas. “O governo dá o exemplo. É isso que queríamos”, afirmou o presidente da entidade que não quis se identificar. A CUTr (Central Única dos Truta) foi na mesma direção: “O governo dá o exemplo. É isso que queríamos”, acrescentou um dirigente.

Apoio familiar
O ministro econômico recebeu importante apoio ao anunciar as medidas. A filhota, atriz e modelo Mary Comântega decidiu cortar o números de peças de roupa que utiliza no dia-a-dia. “A família é a base da sociedade, e devemos apoiar nossos pais”, filosofou.

Outro lado
A Primeira Vítima nega veementemente que faça uso de imagens sensuais para aumentar a já elevada audiência do noticioso. O primeiro lugar em acesso deve-se tão-somente ao fazer jornalístico de seus abnegados profissionais.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Pinel de Primeira: Reforço estético

Robão Filho, durante aproximação política


Por Olvídio Mor Horelhãns

Filho de peixe 1. Futuro ex-ministro das Mina$ e Alegrias, Edyson Robão é só sorriso em Brasília. Não, não. Não é por causa da nomeação. O orgulho vem de seu rebento, Robão Filho, que em poucas semanas povoou as mais diversas manchetes. “Você verão quando ele assumir... a vaga no Senado”, comenta.

Filho de peixe 2. O herdeiro é o mais novo reforço estético da Casa. Isso, por outro lado, está suscitando ciuminhos em futuros colegas, sobretudo nos mais caidões. “Desse jeito, ele vai inflacionar o mercado de acompanhantes, pois, pra encarar a gente, elas vão pedir mais”, lamenta um parlamentar.

Serviço. Diretores d'A Primeira Vítima lançarão na próxima semana mais um serviço de ponta. O noticioso venderá, a preço de tabela, material midiático – como textos, vídeos e sonoras – aos colegas de todo o mundo. A classe agradece. Agora, será possível dedicar mais tempo ao msn e ao orkut.

Política redonda 1. Transbordando criatividade, a TV Pública promete mais uma das suas. Criará no segundo semestre uma mesa-redonda – no melhor estilo botequim lotado pós-rodada futebolística de domingo – para discutir... política. A consultoria técnica ficará por conta de A Primeira.

Política redonda 2. Contratações já começaram. Entre elas estão Juorge Kaju, contido apresentador, Minto Nasneves, conhecido negociante, Chico Lango, destacado pensador contemporâneo, e Renada Tan, estridente inteligência estética da TV nacional.

Visita de Primeira. Intenso colaborador desta humilde coluna com fofoca em diversas idiomas, o ex-presidente, ex-charmoso, e atual jogador de bingo incorrigível, Ferrando Henriquieto Caroço foi recebido para um chá com bolachas. Estava acompanhado de tantos puxa-sacos, cuja lista ficou inviável publicar neste espaço.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Bandidos devolvem Picaço de Suzane Bloch ao Masppin

Tela foi confundida com pôster de Silvestre Stalonne; presidente do museu critica falta de criatividade dos ladrões, que usaram ferramentas minimalistas para o crime

Um dos mais belos Picaços da fase azul e o Pinguço no fim de carreira

POR SAMEL WEIMAR*

A polícia encontrou na noite do dia 8 de janeiro os dois quadros roubados do Masppin, prendendo dois meliantes. “Resolvemos devolver o quadro porque vimos que não era o pôster do Silvestre Stalonne”, confessou um dos bandidos, afirmando também ser fã do filme Rock e que o quadro iria enfeitar a sala de ginástica de sua casa.

Sobre a tela de Portinary, roubada junto com o Picaço, o outro comparsa afirmou que a pegou “por achar o quadro muito bonito”, o que, para o delegado Juraty Longo, demonstra que eles não conhecem nada sobre arte: “qualquer um sabe que os quadros mais caros são os mais feios”, disse o polícia.

Quando soube da notícia da recuperação das obras, ainda na noite do dia 8, o presidente do Masppin ficou aliviado. “Estava sentindo muita falta do Picaço”, disse Júlio das Neves, “e também do Pôr-tira-e-ri”.

Gênio do crime com mentalidade subdesenvolvida
Perguntado pela reportagem d’A Primeira Vítima sobre não ter evitado o roubo, o presidente das Neves se disse surpreso: “todos sabem que os ladrões de museus entram pela cúpula de vidro do teto e descem por fios de nylon, eles não arrombam a porta da frente com um pé-de-cabra” comentou. “O Brasil é pobre até nisso”, suspirou, levando dois dedos à sobrancelha esquerda. Júlio confundiu os animais: foi usado um macaco hidráulico, não um pé-de-cabra.

Em parceria com a iniciativa privada, que viu que a coisa está brava mesmo, o museu reformulou todo o seu sistema de segurança. Foram doados 12 cadeados grandes, dois médios, uma tranca de correntinha para porta e um papagaio, totalizando R$ 215,70.

Em nota oficial, o governador de São Paulo Josué Serra enfatizou que não tinha nenhuma relação com o roubo, já que “os ladrões usaram um macaco-hidráulico, e nenhuma grade foi serrada no museu”. O prefeito NunKassabe se limitou a dizer estar surpreso e a levar dois dedos à sobrancelha esquerda.

Com uma dívida de mais de R$ 10 mi, o Masppin possui o mais importante acervo da América Latina. Os dois quadros roubados no último dia 22 de dezembro estão avaliados em R$ 100 mi. “Eu não ia vender não, só queria que o Stalonne olhasse eu treinando boxe”, disse o meliante preso, que também pode responder pelo crime de atentado violento ao pudor por tirar o Picaço para fora do museu.

* Samuel Weimar é colaborador d’A Primeira Vítima. Você também pode enviar o seu texto para APV clicando aqui ó.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Para espanto geral, Disse-me-disse muda a cabeça

José Disse-me-disse surpreende toda a mídia com nova cabeça

Zona pensante do Zé

DA BARBEARIA DO ZÉ, UM OUTRO ZÉ

O ex-deputado cassado, esculachado, escrachado – e outros “ados” que alongariam o parágrafo -, ex-ministro e atual fanfarrão (pra ficar numa expressão da moda) José Disse-me-disse, decidiu, até que enfim, mudar a cabeça.

O ex-nobre deputado submeteu-se a uma cirurgia para avolumar a cabeleira. Embora o procedimento não garanta o preenchimento total da caixa craniana que, diga-se, é considerável, o rapaz se mostrou extremamente otimista com a empreitada.

“Eu não vejo a hora de fazer um moicano [clássico penteado, ícone de toda uma geração adorada de música de excelente qualidade]. É uma das maiores frustrações nos tempos do ministério”, confidenciou o ex-galã, numa nítida tentativa de puxar a conversa para a esfera política.

Demonstrando particular desenvoltura durante a entrevista à Primeira Vítima – veículo do qual é assinante desde as primeiras insanidades aqui publicadas –, Disse-me-disse se empolgou: “Como prova de minha evolução, depois do moicano, vou partir para um visual emo [moda de madeixas engraçadinhas entre paulistanos].

O ex-provocador de instintos mais primitivos em deputados de igual ordem de evolução protagonizou neste mês mais um fato midiático ao narrar peraltices de correligionários do PTr (Partido dos Truta) no Rio Grande do Sul, local fértil em macheza.

Além de contar várias piadas de gaúcho a uma revista bacaninha, o atual fanfarrão (já tô de saco cheio dessa expressão) cagüetou que a sede do PTr no Estado foi adquirida com malinhas recheadas de dinheiro tradicionalmente suspeito. Coisa que não é novidade, né galera. Daí, foi um falatório só.

A oposição, diante de tamanho descaramento, mostrou-se disposta a apurar o caso em nome da moralidade. Não vai dar em nada, né galera. E assim caminha a humanidade...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Ex-bonecão da Vila César vira presidente do Senado

Poucos colegas da Casa sabiam quem era o parlamentar potiguar nos anos 70

DE CASA MESMO

Talvez fosse melhor ele não ter tirado a fantasia...

Dizem que no Partido do Movimento Bagunçado do Brasil (PMBB) tem gente de tudo que é jeito. E tem mesmo. Depois de brilhar nas páginas de escândalos com o estrepitoso Ronan Calhordeiros, o PMBB traz agora, na Presidência do Senado, uma figura não menos ímpar. Não pelo seu potencial de maracutaias, mas sim pelo lado pitoresco. O senador Garibaldo Aves, do Rio Grande do Norte, tem participação discreta na Casa. Tão discreta que quase ninguém sabia que ele fez muito sucesso nos anos 70 com o público infantil.

É claro que ele não mostrava a cara que Deus lhe deu e que vocês podem ver acima. Ele se metia dentro de uma fantasia gigante de passarinho e fazia o patético Garibaldo no insuportável programa infantil Vila César, que mostrava as mazelas de um bairro da periferia de Natal nos anos 70. Embora sempre tenha sido de uma família abonada, Garibaldo sempre foi abnegado por ajudar os mais pobres. À época, como ator amador, decidiu passar calor dentro da fantasia de lã e fazer o passarinhão que vivia pentelhando o pessoal da Vila César, dando lições de higiene e bons costumes ao povaréu do bairro. Foi assim que, mesmo fantasiado, ele obteve popularidade entre as camadas mais miseráveis do Rio Grande do Norte.

Modesto, o Garibaldo de hoje não gosta de falar do passado. "Eu só dei um pouco de esperança para o povo pobre e necessitado da Vila César. Não merecia tanto assim, muito menos a Presidência do Senado", disse, com exclusividade, à Primeira Vítima. Agora que já decidiram pelo Garibaldo, vale a pena pelo menos relembrar sua história na dramaturgia brasileira. Valeu, Garibaldo!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Prefeitura proíbe verão em São Paulo

"Não podemos mais descaracterizar a terra da garoa com um clima praiano", afirmou o prefeito Quemssabe

Kassab inspeciona futura pista de ski na neve em Interlagos

DA REPORTAGEM NA MARGINAL


Os paulistanos que reclamam ultimamente das baixas temperaturas nesse atípico dezembro devem se preparar: o prefeito de São Paulo, Gisberto Quemssabe (BEM-SP), informou hoje que o verão está proibido nas áreas públicas da cidade de São Paulo entre dezembro e março do ano que vem. Em mais um esforço para aumentar a apreciação das características estéticas tradicionais da metrópole paulistana, o clima outonal será instituído em nove meses do ano, sendo os três restantes destinados ao inverno. Temperaturas acima de 12º C só serão autorizadas em espaços fechados.

“Os últimos três meses, quando eliminamos a primavera e prorrogamos o inverno, mostraram o quanto a cidade pode ficar ainda mais agradável e mais próxima da imagem que todos temos, de uma terra fria, úmida e cinza”, explicou Quemssabe. A recém batizada “Operação Cidade Fria” soma-se a “Operação Cidade Livre” que retirou todos os anúncios publicitários das ruas paulistanas. “Depois de recuperar sua tonalidade cinza original, só faltava garantir o acolhimento invernal típico de São Paulo”.

A terceira fase do programa, que torna obrigatória a garoa em dias úteis, na região do centro expandido, é a grande aposta de Quemssabe para a campanha eleitoral para a sua (re?)eleição em 2008.

A população paulistana, surpreendida com as baixas temperaturas em dezembro, está dividida: “Com o frio, teremos o único Natal brasileiro com neve, como nos filmes americanos”, opina a socialite Catarina Matarazzo. “Eu acho que eu perdi a minha montanha de chocolate... você viu a minha filha por aí?”, acredita Felpudo, morador de rua.

Desde meados de abril, a construtora Amargo Orrêa instala grandes ares condicionados em regiões estratégicas da cidade – o maior dele, no formato de uma... ponte... está quase pronto, na Marginal Pinheiros próximo à av. Jornazista Roberto Marinho. Até o dia 25 começarão também a funcionar os borrifadores de neve artificial no topo da estrutura. “A neve é totalmente orgânica, feita a partir dos dejetos químicos da usina de Traição”, explicou um dos técnicos da construtora.

Cinza, frio e anti-mendingo?
Após o término da coletiva em que anunciou o projeto, a assessoria de Quemssabe negou “veementemente” que a prorrogação do inverno paulistano seja uma nova etapa climática da “Operação Anti-mendingo” instalada pelo ex-prefeito Josué Cerro.

Um dos novos ar-condicionados que borrifarão garoa em São Paulo;
neve, somente no inverno, no Natal e no Dia da Consciência Negra

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Pinel de Primeira: Queda do ministro e Bic Mac

Por Olvídio Mor Horelhãns

Acompanhamento. Em uma de suas raras viagens internacionais, o ministro da Injustiça, Raso Genrys, quis impressionar o presidente Lulla. Levou ao pé da letra recomendação de acompanhar o chefe em tudo. Resultado: conheceu de pertinho o solo boliviano.

Peça pelo número. O governo já tem definida estratégia para demover o frei Lui Flácido Capiche, em greve de fome contra a evaporação das águas do rio São Francisco. “Descobrimos que ele curte um Bic Mac”, adianta um dos emissários.

Amor à profissão. Numa bela tarde do início do mês alguns coleguinhas de um grande jornal impresso nacional se pegaram para decidir quem iria entrevistar o governador Josué Cerro. Sobraram catiripapos até para o pauteiro que propôs a idéia.

Operação à vista. A Polícia Faz-Geral prepara uma operação para desbaratar tráfico no Congresso Nacional. Trata-se de uma turminha que não passa sem uma paçoquinha antes, durante e após uma votação. “O consume é alarmante”, revela um delegado.

Graciiiinha! Novo presidente do Senado, Garimpando Elvis já colhe os louros do cargo. Além dos dividendos de praxe, ele notou o quanto a posição rende esteticamente. “Algumas jornalistas insistem em tomar nota do que digo sentadas no meu colo”, sussurou.

Visita de Primeira. O presiditador venezonaelano Cháves foi recebido para almoço. Estava acompanhado por uma cambada, que não conseguiu segurar a fúria dos repórteres d’A Primeira, que o socaram devidamente depois da censura imposta ao noticioso.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Escreva sua reportagem para APV

Agora você também pode publicar seus textos n'A Primeira Vítima!

Enviar uma reportagem e publicar um texto pela APV ficou fácil; não precia nem de vínculo empregatício. Siga os passos e entre para a nossa equipe de colaboradores:

1. Crie uma pauta verossímel o suficiente para empolgar um dos nossos editores e comece a apuração. Não é necessário informar a pauta com antecedência - raramente a realidade corresponde à proposta inicial. Para verificar se sua pauta se adequa à nossa cobertura, leia a
Declaração de Princípios do blog.

2. Apure sua reportagem coletando dados em diversas fontes. Caso faça um grande esforço de apuração, como levantar da cadeira ou até mesmo sair pra rua, mencione o feito na reportagem. Não se esqueça de ligar na última hora para o Outro Lado.

3. Escreva a reportagem. Lembre-se de que o leitor de blogs jornalísticos aprecia a informação resumida, bem organizada e duvidosa. Para solucionar duvidas ético-gramaticais, consulte o
Manual de Redação "O ABC da APV".

4. Envie sua reportagem, fotografias, infográficos e seu nome jornartístico para
john.renner.apv@gmail.com

5. Candidatos ao curso de treinamento em Jornalismo Pragmático devem enviar também (de preferência preenchida) a
ficha de contratação.

Se o tempo for escasso, você pode começar diretamente pelo ponto 3.

ATENÇÃO: O envio de reportagens NÃO SERÁ REMUNERADO. Caso o repórter tenha recebido qual tipo de jabá, uma comissão de 5% será cobrada pela APV Comunicações S/A.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Manual de Redação explica "O ABC da APV"

Novo livro ensina o verdadeiro jornalismo para o jornalista que verdadeiramente procura a Verdade de verdade

Depois de inovar como o primeiro blog de jornalismo com Ombudsman, A Primeira Vítima novamente surpreende com a publicação do primeiro Manual de Redação para blogs: "O ABC d'APV".

Além de uma seção sobre a profissão do blogueiro, o Manual apresenta diversos conceitos que deveriam ter sido aprendidos nas faculdades de Jornalismo, mas que foram negligenciados para que o currículo apresentasse quatro disciplinas de teoria (?) da comunicação (?!?).

Entre os conceitos discutidos pelo Manual, estão a definição da Verdade, a explicação dos critérios que definem o que é notícia (Relevância, Proximidade, Impacto, Curiosidade, Interesse público, do público e espúrios), a diferenciação entre Lead e Nariz de Cera, os conflitos entre a realidade, a política e o salário-base do repórter, além da importância ética de sempre – S-E-M-P-R-E – grifar o nome do veículo em itálico.

O Manual é leitura obrigatória para os candidatos ao programa de traineemento da APV em Jornalismo Pragmático. Abaixo, um excerto do oitavo capítulo, “Pautas, Editoriais e Jabás”:


Além das seções criadas pelo portal A Primeira Vítima - como Pinel de Primeira, Frases de Primeira, Jornalismo de Primeira e Fauta Palta – existem também divisões de editorias clássicas, adotadas por diversos jornais para recortar o real e encaixar nos espaços entre as publicidades, as ilustrações e os infográficos.

De modo geral, os jornais adotam como critério classificados a temática e a localização espaço-temporal do fato. A melhor forma de compreender as definições e os contrastes entre cada editoria é por meio de exemplos:

Se a notícia relata uma prisão, ela pertence à editoria “Geral”.
Se o suspeito foi preso em Brasília, é “Política”.
Se foi preso em ano par (2006, 2004, 2002 etc) é “Eleições”.
Se a prisão foi realizada fora do eixo Rio / São Paulo, é “Internacional”.
Se o preso participou do BBB, é “Cultura”.
Se é dirigente do Corinthians, é “Esportes”.
Se trabalhou pro Banco Santos, é “Economia”.
Se o preso efetivamente fica preso, deve ser um caso para as “Ciências”.
Se ele foge da prisão, não é notícia.

Para evitar a tendência à superficialidade (própria do jornalismo brasileiro não-oficioso), APV também procura propor, quando possível, enfoques diferenciados sobre temáticas como “Educação é a solução”, “A culpa é do governo” e “Falta vontade política”.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Depois da segunda, Fiel luta pela CPMF e Rénão Encalheiros

A partir de amanhã, segunda-feira, torcida organizada alvi-zebra procura outras causas para sofrer antes do Campeonato Varzeleiro de 2008

DO REBAIXADO DO GRUPO ESPECIAL EM PORTO ALEGRE

A Golviões da Fiel, uma das maiores OtNGs (Organizações de Torcidas Não-Governáveis), declarou hoje que a partir de amanhã (segunda) diversificará sua atuação em outros mercados de risco além dos gramados.

“A partir da segunda, nós vamos adotar uma atuação mais ampla, para que nossos membros possam sofrer com as dificuldades nas arenas políticas também”, declarou o dirigente da OtNG X.K.W.W.W.S, 16.

“Nós não estamos abandonando o Curíntia. Só precisamos ocupar esse tempo livre entre o final do ano e o primeiro jogo contra o XV de Macapá, no ano que vem”, completou.

A cúpula da organização encontrava-se reunida na capital gaúcha para o velório de um antigo ícone do grupo que agonizou nos últimos meses desse ano. Depois dessa perda, a Golviões da Fiel prometeu lutar pela aprovação da CPMF (a Contribuição Póstuma dos Militantes da Fiel) pelo Congresso e forçar o senador Rénão Encalheiros a permanecer no seu cargo.

“O Vasco tem um deputado só deles e estão aí, sobrevivendo; se tivéssemos um senador, estaríamos pelo menos na sul-americana!”, reclamou o dirigente.

“Só me resta agora torcer pela criação do
Estado Palestino”, choraminga um torcedor.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Ex-molar ex-traído de Chávez não votará pelas Constituiciones

Dente arrancado durante "doloroso" processo cirúrgico foi reticente sobre apoio ao governo

DA ANESTESIA LOCAL

Em entrevista coletiva, um dos molares de Ugo Cháves arrancados em 1992 não afirmou votar a favor da reforma constitucional proposta pelo presiditador venezonaelano.

O ex-molar foi ex-traído quando Cháves ainda era um coronel que lutava pela presidência. Distante do governo Cháves, decidiu não declarar seu apoio à reforma presidencial quando foi inquirido por um repórter da ONN (Onion News Network) se iria votar a favor das novas Constituiciones no futuro plebiscito.

O silêncio com que consentiu a perguntas como “Você acredita que Cháves é um ditador, né?” constrangeu membros do governo Cháves. “Primeiro foram os deputados que criaram aquele outro partido, o Fodemos, depois os ex-ministros, ex-amantes e ex-mães de Cháves”, declarou, abatido, um dos assessores de imprensa que A Primeira Vítima encontrou por acaso no banheiro do cinema ontem à noite. “Não sabemos mais o que esperar... passa o papel, por favor?” concluiu.

Em resposta às críticas de sua ex-dentição, o presi-dente Cháves afirmou que o ex-molar estaria seguindo “interesses estadoamericanenses”. Para o presiditador, o dente estaria amargurado devido à forma como terminou sua proximidade com Cháves – um processo classificado como “doloroso” pelo líder venezuelano.




No detalhe, o presi-dente ex-traído

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Depois de censura de seis meses, A Primeira Vítima ressurge!

Ditadura venezo(na)elana impedia repórteres de postarem textos

Chávez discursa: "[A censura d'A Primeira Vítima] foi sem querer querendo"


DO ENVIADO ESPECIAL À CARACAS!

Depois de quase seis meses censurado, o site A Primeira Vítima ressurge. Os repórteres estavam desde junho de 2007 sem acesso ao site devido à censura do governo da Venezonaela.

Os repórteres foram pegos de surpresa durante o fechamento da RCTV (Rede Cháves Television) em Caracas!. “Deixei a folha em que anoto as minhas senhas bancárias e o password do blogger lá dentro, então não dava pra escrever nada”, explicou um jornalista que preferiu não me identifiquei para evitar represálias.

Em desespero, os repórteres haviam tentado entrar em contato com observadores internacionais e com a imprensa brasileira para denunciar a censura do presidente Cháves. “Eu bem que percebi que eles estavam demorando demais pra postar”, afirmou Rofolfo Viunana, da ONG Maledicência Brasil.

Ontem, depois de tentativas frustradas de invadir o prédio da RCTV em Caracas! – rebatizada de Tebes, Televisão Bolivariana da Verdade – um dos editores tomou uma medida desesperada e arriscada: resolveu solicitar uma nova senha por e-mail. “O incrível é que funcionou”, afirmou alguém durante a festa realizada na nova sede virtual do site.

Depois de superada a ressaca, os editores recomeçam a reconstrução do site, que na ausência de acessos sofreu ataques de vândalos que trocaram toda a acentuação do site por misteriosos símbolos “çã” e “í”. Em comunicado oficial, a equipe lamentou o semestre perdido e afirmou que em breve retomará a periodicidade normal com publicações quadrimestrais.

domingo, 17 de junho de 2007

“Vamu parti pras cabeças”, diz Reynan

Nova linha de defesa esclarecerá origem do dinheiro

Matilde – uma das depoentes desta segunda-feira

POR OLVÍDIO MOR HORELHÃNS
DO CURRAL LOCAL (não queria perder a rima)

Prova definitiva. A verdade verdadeira. O tira-teima. Sobram adjetivos para a mais nova aquisição jurídica do senador Reynan Acalhar (PMDBr-AL): um grupo de vacas irá depor no Conselho de Éter do Senado nesta segunda-feira. O objetivo é esclarecer de uma vez por todas a origem do dinheiro destinado a sanar uma peripécia extraconjugal de Acalhar.

“Vamu parti pras cabeças”, bradou Reynan após reunião com assessores em que ficou decidida a nova linha de defesa do senador. (“Que belo trocadilho!”, exclamou um deles.) O político tenta – na moral, é claro – afastar o mais longe possível quaisquer dúvidas sobre os seus modestos ganhos como humilde pecuarista.

Acalhar acredita que, se seus pares ouvirem o que têm a dizer as mimosas, estará resolvido o impasse sobre a origem do dinheiro para sustentar uma situação insustentável (nossa, esse trocadilho foi péssimo, admito).

A Primeira Vítima apurou que a linha de defesa adotada será a oitiva dos animais mais velhos do rebanho de Reynan. Não, não. Não se trata de colegas de parlamento e sim das mimosas. Os relatos trarão detalhes da venda de gado. Com isso, insistem os advogados, ficará provada a origem do dinheiro que garante o leitinho das crianças.

Entenda o caso, literalmente
O alagoano diz ter faturado uns troquinhos com a venda bovina nos últimos quatro anos. Nesse período, ele pulou a cerca. Fertilizou. E se estrepou. Prevendo um abatimento doméstico por conta do rebento extraconjugal, o senador chorou as mágoas a um velho amigo, o empreiteiro Craudio Sigilo, que prontamente o auxiliou.

Tocado profundamente pelo desespero do amigo, Sigilo passou a entregar mensalmente uma lembrancinha a uma senhoura que antes freqüentava com intensa regularidade o gabinete do político, Monyca Gostoso. A dúvida é se a prenda é bancada pelo empreiteiro ou pelo pai da criança, literalmente.

A Primeira também apurou que agentes da PF-G (Polícia Faz-Geral) ficaram excitadões com a riqueza de detalhes entre a conversa da senhoura e o político em ligações telefônicas captadas com autorização judicial. Numa dessas prosas, ambos se referem aos intensos momentos de interação sobre a mesa e o sofá do gabinete, para delírio dos ouvintes.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Adiantamento eleitoral

Escolha agora o candidato para 2010 e até para 2014, registre sua declaração e evite dores de cabeça!

Cansado de perder tempo na fila da urna?
Indignado por ser fiscal e perder mais um domingo?
Interessado em registrar logo seu voto para receber o dinheiro adiantado?
Ansioso para calar a boca de quem gosta de política e abrir mais espaço para o futebol nas conversas?

Seus problemas acabaram! Chegou o adiantamento eleitoral A Primeira Vítima. O único que não é pesquisa: marcou, valeu.

Preencha a ficha abaixo, e boa sorte!

Os 300 primeiros ganham uma algema de uso exclusivo da Polícia Faz-Geral, que já vem com apoiador para paletó.

Adiantamento eleitoral A Primeira Vítima

Nome:
Título de Eleitor nº:
Seção:
Zona:

Eleições 2010:

( ) Coligação Por um Novo Kubishceck / PDSB/ PDMB / PNanico
- Eácio Naves (presidente)
- Jelson Nobim (vice)

( ) Coligação Defenda Lulla Quem Puder / PT’/ PBR / PdoCB
- Celso Amurin (presidente)
- Ministra Karina Silva (vice)

( ) Coligação Brasil Como Sempre / PLF / PP’ / PDMBdoB
- AMC Netto (presidente)
- Norberto Justos (vice)

Principais deputados federais:
( ) Calvus Valerio (BMG/MG)
( ) Vandirlei Luzemburgo (SFC/SP)
( ) Poderosa do Funk (TXT/RJ)
( ) Alemão do Big Broder (BBB/RS)


Eleições 2014:

( ) Coligação Desta Vez Vai Dar Certo / PT’ / PLF / PTSU
- Zé Disseu (presidente)
- Zé Sarnei (vice)

( ) Coligação Menininho Vem Aí / PDSdoB / PPP / TPM
- Antony Meninho (presidente)
- Júnior-irmão-da-Sandi (vice)

( ) Coligação Era Feliz e Não Sabia / PQP / OSPB / PGBL
- Freury (presidente)
- Wemerson Fittipaldi (vice)

Principais deputados federais:
( ) AMC tetraneto (PLF/BA)
( ) Filho-do-Senador-Com-Aquela-Outra (DP/DF)
( ) Maulo Paluff, sempre ele (PP'/SP)
( ) Roberto Carlos, Não o Rei, Não o Da Cueca, o Da Meia

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Papa participa de pelada e surpreende com golaço*

Atividade foi uma maneira de retribuir carinho de brasileiros

POR OLVÍDIO MOR HORELHÃNS
DE DENTRO DO PAPAMÓVEL

Empolgado pela calorosa recepção brasileira, o papa Cento 15 + 1 (ou 17 – 1, como queiram) quis retribuir tamanho carinho participando de animada partida de futebol nos gramados no Mosqueiro de São Bento, onde está hospedado com todas as despesas pagas. A pelada foi organizada pelos próprios monges.

Os religiosos dividiram-se em duas equipes: solteiros contra casados. "O papa gosta muito de manter as tradições. Então, organizamos os times de modo a valorizar isso", disse um monge que pediu para não ser identificado, e assim abriu mão de dizer que é o responsável pelo mosqueiro e o principal organizador da vinda de Cento ao Brasil.

O religioso confidenciou ainda que encontrou dificuldades para compor a equipe dos solteiros. "Tivemos que dar um 'migué' [expressão coloquial difundida entre as camadas menos favorecidas que, numa tradução livre, significa "dar um jeito"], convocando alguns funcionários da cozinha", cochichou.

Preliminar e golaço
Antes de o papa encantar a todos com sua apresentação, houve uma partida preliminar. As duas equipes eram formadas por parte das instituições que compuseram a segurança de 15 + 1. De um lado, o time da Polícia Militar; de outro, o da Civil.

A peleja terminou rapidamente. Na primeira disputa mais dura pela bola, aos dois segundos do primeiro tempo, o clima esquentou, o pau quebrou e a Polícia do Exército, que também trabalha na segurança do papa, teve de intervir, com bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e balas de borracha (que pena).

Em seguida, adentraram ao gramado as duas equipes do jogo principal. Cento estava no banco. Assim que os solteiros abriram o placar, ele fez sinal que queria entrar (assim, com os dois dedinhos indicadores). Após rápido aquecimento, já comandava o ataque dos casados, mantendo a coerência de seu discurso em prol da família.

Próximo do final do primeiro tempo, os casados empataram a partida, num belo contra-ataque puxando pelo pontífice. Já no primeiro dia da visita ao país, o papa 17 – 1 havia demonstrado excelente preparo físico ao deixar para trás o presidente Lulla, durante caminhada do avião à base aérea.

A partida rumava para o final, quando Cento recebeu a bola de costas para o gol, na entrada da grande aérea, livrou-se rapidamente o primeiro marcador, aplicou um chapéu no segundo, e chutou entre as pernas do goleiro, que socou o gramado ao ver a pelota tocar mansamente a rede.

"GOOOOLLLLAÇO!!!", gritou, em ótimo português, Cento, que correu pra galera e atirou a batina, arrancando suspiros das jovens que acompanhavam a partida. A organização não soube explicar o motivo da presença das lindas morenas, loiras, mulatas e orientais, com trajes religiosamente provocantes. "Não bota isso, não, vai!", suplicou aquele do parágrafo lá de cima que não quis se identificar.

* A matéria esteve embargada (jargão jornalístico referente a pagamentos pendentes) devido a atrasos nas negociações para sua devida publicação. A Central A Primeira Vítima de Jornalismo (CAPVJ) ressalta que segue à risca o preço cobrado por tabela determinada pelo sindicato.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

EXCLUSIVO - Julinha Botelho volta com grampos inéditos de Zueide, o dono da Gautunama

Empreiteiro mais querido de Brasília teme volta da cobertura investigativa d'A Primeira

DO COMPUTADOR LOCAL

A Primeira não dá mole. Depois de curtir férias dignas de Jô Soares (que fica passando reprise por uns quatro meses), a intrépida repórter Julinha Botelho obteve, por meios ainda misteriosos, grampos exclusivos da Polícia Faz-Geral (PFG) que revelam como o dono da empreiteira Gautunama, Zueide Veras, temia a entrada desse noticioso nas investigações da Operação Canalha. A preocupação de Zueide é evidente em um dos trechos da conversa com o ex-presidente da Banca de Brasília (BB), Alberto Magalhães. O diálogonão foi divulgado pelo restante da imprensa por óbvias razões.*

Zueide Veras - Fala, Albertão!
Alberto Magalhães - Como é que está, Zueidão?
Veras - Tudo tranqüilo. Lá no Maranhão tá tudo ok, né? Lá é assim: com Sarney ou sem Sarney, Zueidão é que o rei. Hahahahaha! Oxxx...
Magalhães - É isso aí.
Veras - Mas eu tou preocupado com uma coisa. Andei sabendo que aquele tal de Primeira Vítima vai começar a encher o saco de novo. Como é que a gente faz pra dar um jeito nesses cabra?
Magalhães - Ué, como é que a gente faz sempre? Daquele jeito... três sacos de arroz (código equivalente a três mil reais, segundo a PFG) por mês dá, né?
Veras - Se dá...Pelo que eu sei, eles ganham dois sacos de arroz e um de farinha (código não compreendido pela PFG). Então eu acerto com eles e depois você me vê lá uma estradinha boa, hein? A gente faz aquela pontezinha no meio do nada, padrão... Estamos conversados?
Magalhães - Sem dúvida, Zueidão. Obrigado!
Veras - Eu é que agradeço. É minha obrigação...

* - A Central A Primeira Vítima de Jornalismo (CAPVJ) reitera sua concordância com os princípios éticos do jornalismo e informa que jamais manteve contatos escusos com qualquer um dos envolvidos na Operação Canalha. A CAPVJ ressalta ainda que seus repórteres nunca se venderiam por qualquer vantagem indevida que seja - se fosse um valor um pouco maior, vá lá...

sexta-feira, 4 de maio de 2007

A Primeira Vítima contrata

Preencha a ficha e, se for bom, venha participar do nosso curso de jornalismo pragmático

A Primeira Vítima está contratando repórter(a) para cobertura de temas de interesse geral e inquestionável. A vaga é daquele jeito: vem, trabalha, mas deixa a carteira em casa. O candidato deve estar apto a substituir ao menos um dos nossos ex-repórteres-em-atividade, que continuam temporariamente afastados. Não precisa ser formado, mas é recomendável que o candidato saiba amarrar o tênis e tenha experiência na elaboração de horóscopos. Para detalhes sobre o salário, contate o sindicato mais próximo de sua residência.

Se você está interessado nesta oportunidade, preencha o questionário abaixo e mande para o e-mail
aprimeiravitima@gmail.com . O prazo para inscrições vai até a segunda Lua do outono.

Ficha de contratação – A Primeira Vítima

Sexo:
Idade:
Etnia:

( ) governista ( ) oposição

( ) centro-esquerda reformista ( ) centro-direita liberal ( ) radical ( ) governabilidade

Toma algum medicamento? ( ) Sim ( ) Não

É religioso? ( ) Não ( ) Sim, neste caso, por quê? ____________

Aborto? ( ) Sim ( ) Não

Legalização das drogas? ( ) Sim ( ) Não

Cotas em universidades? ( ) Sim ( ) Não

O Romário desviou do chute do Branco em 94? ( ) Sim ( ) Não

Banco Central Independente? ( ) Sim ( ) Não

Redução da maioridade penal? ( ) Sim ( ) Não

( ) República, Parlamentarismo ( ) República, Presidencialismo ( ) Monarquia

( ) E-Honda ( ) Ryu ( ) Ken ( ) Xun-Li ( ) Dalsin ( ) Blanka

Transposição do São Francisco? ( ) Sim ( ) Não

Transgênicos? ( ) Sim ( ) Não

( ) Ketchup ( ) Mostarda ( ) Maionese

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