quinta-feira, 6 de abril de 2006

COLUNA ALHO E ÓLEO: “Roupas doadas eram para o Gerardo trabalhar”, diz Dona Lulu Alquimim

Em entrevista exclusiva, futura primeira-dama do Brasil revelou que recebia as peças femininas pelo marido, que, trabalhador, complementava a renda da família como drag-queen em um clube noturno

Gerardo: de dia, ternos e smokings; à noite, espartilhos e saias

DIRETO DO PANTHER'S NIGHT CLUB (colaborou, mais uma vez, Gaybriel Chabita)

O mundo da ética, da moralidade e dos bons costumes sofreu um abalo na última semana, quando uma matéria publicada pela colunista Bonica Mergamo, da Bolha de S. Paulo, revelou que a linda, elegante e, por que não, perfeita ex-primeira dama do Estado de São Paulo, Dona Lulu Alquimim, recebeu cerca de 400 peças de roupas de um famoso estilista paulista. Prontamente, choveram acusações deslavadas e sem sentido à Dona Lulu, que teria recebido o equivalente a R$ 2 milhões em peças de vestuário.

Íntegra, honesta e temente a Deus como sempre, Dona Lulu resolveu prontamente esclarecer a situação, dizendo que havia recebido “apenas” 40 peças, e que as mesmas tinham sido doadas a uma instituição de caridade. No entanto, após a declaração, mais uma bomba explodiu: a instituição negou que houvesse recebido as doações. Meu Deus, o mundo vai acabar? Dona Lulu não passa de uma mentirosa? Interessado no esclarecimento dessa questão, este brilhante repórter que vos escreve sabia que havia algo a mais por trás da história, afinal Dona Lulu é um exemplo de mulher, e, se estivesse omitindo uma questão, seria pelo bem-estar de todos.

Devido à grande afinidade com a futura primeira-dama do Brasil, não foi difícil conseguir uma entrevista exclusiva em nome d’A Primeira Vítima. Fã incondicional de Dona Lulu, resolvi enviar uma estagiária (D-E-L-I-C-I-O-S-A) da minha coluna para fazer a entrevista, já que não queria correr o risco de ser parcial. O encontro aconteceu em uma das milhares de padarias comunitárias instituídas por Dona Lulu no Estado de São Paulo, instalada dentro do clube noturno em que Gerardo trabalhava. Em meio a broas, croissants, brioches e um clima de “gaiola das loucas”, ela contou toda a verdade, reproduzida, sem cortes, nas linhas abaixo:

Estagiária (D-E-L-I-C-I-O-S-A) do Oscar Alho: (com a boquinha cheia de croissant, ui!) Dona Lulu, o povo quer saber o que realmente aconteceu nesta história das doações de roupas. Parece que a senhora está tentando esconder algo, seu semblante não está em paz...
Dona Lulu: (segurando uma imagem de Santo Agostinho) Não vou mentir pra uma repórter do Oscar, afinal fomos colegas de crisma. Realmente eu recebi as roupas do estilista, e não as repassei para a instituição de caridade. Todas as peças estão lá na minha ex-casa, no Palácio dos Meliantes. Criei esta versão da história achando que conseguiria omitir um fato, mas vejo que terei que revelá-lo neste momento.

E(D)OA: Mas, afinal, o que aconteceu?
DL: (respirando fundo, de olhos fechados, como se estivesse sendo abençoada) Vamos lá: as roupas doadas na verdade eram para o Gerardo trabalhar. Ele freelava escondido como drag queen em um clube noturno. Para que ninguém descobrisse, eu acabava recebendo as roupas como se fossem pra mim.

E(D)OA: Por que o ex-governador fez isso?
DL: Como todos sabem, meu marido é muito trabalhador, e achava que o expediente de 20 horas como governador não era o bastante. A única profissão que coincidia com o horário livre dele era essa. Ao mesmo tempo, ele também não mostrava sua identidade. Assim, unia o útil ao agradável, complementando com toda a nobreza a renda da família.

E(D)OA: Há quanto tempo ele executa a profissão?
DL: Ele arranjou o emprego há três anos. Desde então, ele só dorme 4 horas por semana, nos domingos, depois do almoço. Agora, com a campanha para presidente, teve que abandonar tanto o governo quanto o clube noturno, já que ficará extremamente ocupado em cumprimentar pessoas, visitar feiras livres e comer todo o tipo de gororobas que serão oferecidas.

E(D)OA: Dona Lulu, agora que a situação está esclarecida, que recado a senhora tem a dar para os adversários do seu marido?
DL: Como sempre, a oposição menosprezou os dotes éticos de Gerardo, achando que eu tinha recebido roupas de forma ilegal. Na verdade, tudo foi comprado e registrado em notas fiscais, meu marido fazia questão de escolher até os espartilhos e calcinhas tipo tanguinha que usaria, e claro, pagava por eles. Acredito que, agora, com a verdade vindo à tona, Gerardo provou que pode sim dar um “banho de ética”, ainda que seja com muito rímel e laquê.

Nota da Redação 1: O novo governador de São Paulo, Kláudio Lambo, já manifestou a vontade de permanecer com as roupas utilizadas por Gerardo Alquimim, mas, por meio de sua assessoria, disse que “está interessado apenas como colecionador”. Sei... De qualquer forma, o Kachabi já agradece!

Nota da Redação 2: Devido ao furo de reportagem, a estagiária D-E-L-I-C-I-O-S-A ganhou uma bolsa para passar um mês "estudando" técnicas jornalísticas no Caribe na companhia deste brilhante repórter.

4 comentários:

Cidadão pindamonhangabense disse...

Eu sabia! Eu sabia! O despejo de flores no último centenário de Pinda não deixava dúvidas: Lulu Alquimim presidente; Gerardo, primeira dama. Vice: Rodrigo ("quem sabe sabe, vota comigo, federal é Kassab, estadual é Rodrigo!")

ana disse...

Sensacional a dona Lulu!

E o "temente a Deus" foi o melhor, hahahaha! :P

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

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