quarta-feira, 21 de setembro de 2005

Polícia Faz-Geral defende bonecos após assalto à sede no RJ

Embora nada tenham feito para impedir o crime, seguranças são isentados de culpa

A Superintendência da Polícia Faz-Geral (PF-G) anunciou, por meio de nota à imprensa, que não vai afastar os dois bonecos que estavam no plantão de segurança da sede no Rio de Janeiro durante o roubo de R$ 2 milhões ocorrido na madrugada de ontem. O documento diz que “os funcionários não tiveram chance de reagir no momento do assalto e jamais levantaram suspeitas de que fizessem parte de facções criminosas”.

Segundo a explicação dada pela PF-G, os bandidos renderam o primeiro segurança, que estava na portaria do prédio, simplesmente fechando a porta da cabine. O guarda ficou trancado porque foi adquirido apenas do busto para cima, impedindo qualquer chance de reação.


Já o segundo boneco, que vigiava a sala principal da sede, teria sido empurrado pelos criminosos e não conseguiu se levantar sem ajuda de terceiros. No entanto, estranhamente, a foto divulgada pelos jornais mostra o segurança de pé, estático e alerta. A reportagem de A Primeira Vítima chegou a tentar entrevistá-lo; porém, aparentemente instruído por advogados, ele permaneceu calado.


Outra entidade que saiu em defesa dos dois seguranças foi a Playbobil, principal agência de empregos para bonecos do País. A assessoria da empresa divulgou nota em que ressalta “a grande penetração dos nossos clientes em diversas áreas do mercado de trabalho”.


A nota cita três casos de sucesso dos bonecos: sinalizadores de obras nas estradas, fiscais da Companhia de Engarrafamento do Trânsito (CET) nas Marginais e membros do corpo docente da Escola de Cooptações com Arte (ECA). “O professor S.C Sfirra é representado com fidelidade em sua sala na ECA”, aponta o documento.

Um comentário:

Ana Daltro disse...

Fantástico! AMEI! A parte da ECA então foi a melhor, hahaha...